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Reconstrução de mama pós-mastectomia: técnicas, segurança e qualidade de vida

A reconstrução da mama pós-mastectomia é um procedimento que devolve a forma e, muitas vezes, a autoestima de mulheres que fazem uma mastectomia (retirada da mama – ou das mamas). Esse processo costuma fazer parte do tratamento do câncer de mama, e a reconstrução é algo a que muitas mulheres não sabem que podem recorrer.

Entenda abaixo como se faz esse procedimento, suas vantagens e quando buscar um especialista nele:

Reconstrução mamária: o que é

A reconstrução mamária é a restauração do formato da mama após sua retirada total ou parcial. Ela pode ser uma reconstrução imediata (quando feita logo após a mastectomia) ou uma reconstrução tardia (realizada posteriormente ou após o estado clínico da paciente se estabilizar).

Ao optar pela reconstrução, a paciente tem tanto benefícios estéticos quanto funcionais. Após o procedimento, ela tende a perceber melhora na autoestima, em como se sente ao vestir certas roupas, além de melhora no equilíbrio postural e na sensação de proteção do tórax.

O tratamento cirúrgico do câncer de mama, em geral, considera a reconstrução como parte da jornada de cuidados, e a reconstrução imediata é incentivada sempre que possível por protocolos de tratamento no Brasil. É possível, por exemplo, realizá-la pelo plano de saúde.

Como se faz a reconstrução da mama

Há várias opções de reconstrução mamária. Ela pode ocorrer em momentos diversos e seguir caminhos diferentes conforme o caso. Conheça abaixo as características de cada tipo de reconstrução da mama:

Imediata ou tardia

Reconstrução imediata é a que ocorre na mesma cirurgia da mastectomia. Isso pode reduzir o número de cirurgias e combinar o tratamento oncológico à recuperação estética.

Já reconstrução tardia é o nome do procedimento que ocorre posteriormente, quando a paciente já concluiu parte do tratamento ou prefere aguardar a recuperação inicial da mastectomia.

Reconstrução parcial

Esse tipo de reconstrução é feito quando apenas parte da mama foi retirada, algo que acontece em cirurgias conservadoras para câncer de mama. Nesse caso, o objetivo do cirurgião é reorganizar o tecido mamário que sobrou para corrigir assimetrias, retrações ou deformidades que a cirurgia oncológica pode causar.

Aqui, o médico pode usar técnicas de remodelamento da própria mama e um ajuste conhecido como simetrização mamária. A ideia é preservar o formato natural e manter equilíbrio entre as mamas. Nesta cirurgia, não se usam próteses mamárias, e ele pode acontecer no mesmo momento da mastectomia.

Reconstrução total

A reconstrução total é um procedimento que se faz quando há retirada completa da mama. Nesses casos, a mama é reconstruída usando prótese mamária, expansores de tecido ou retalhos (tecido do próprio corpo, como abdômen ou dorso).

O objetivo desta reconstrução é recriar o volume perdido, o contorno e, sempre que possível, a simetria com a outra mama. Ele também pode acontecer no mesmo momento da mastectomia.

Por que fazer a reconstrução de mama

Ao fazer a reconstrução da mama, a paciente tem ganhos emocionais importantes. Este procedimento pode favorecer a autoestima, a sensação de que o corpo está “inteiro” novamente e a continuidade de uma “vida normal” após a parte cirúrgica do tratamento de câncer de mama.

Além disso, a reconstrução também tende a devolver funcionalidade à paciente, melhorando o equilíbrio entre as mamas após o processo de simetrização mamária.

Pré e pós-operatório

Antes da cirurgia, a paciente faz uma avaliação clínica completa, com exames e planejamento compartilhado pela equipe médica. Nesse momento, ela entenderá quais são as expectativas para a cirurgia, como deve ficar a mama e será orientada sobre como preparar o corpo para um procedimento seguro.

Após a cirurgia, ela deve seguir as orientações do cirurgião, que geralmente envolvem repouso, higiene, uso de suporte (como dreno) e retomada gradual das atividades corporais para a devida recuperação.

Qual médico faz a reconstrução mamária?

A reconstrução mamária cabe a profissionais capacitados em cirurgia plástica reconstrutiva em conjunto com mastologistas especialistas em câncer de mama. O mastologista também é o mais indicado para acompanhar o rastreamento e a realização das mamografias para prevenir o câncer de mama.

Tem dúvidas ou busca um profissional competente para realizar uma reconstrução mamária, seja ela total, parcial, tardia ou imediata? Entre em contato e marque uma consulta clicando aqui.

Saiba mais sobre o médico mastologista e o Dr. Ivan no vídeo abaixo:

Mais sobre reconstrução mamária

A reconstrução de mama pode ser feita na mesma cirurgia da mastectomia?

Sim e, neste caso, o nome do procedimento é reconstrução imediata da mama. Ela pode ocorrer simultaneamente à mastectomia, algo viável quando as condições da paciente permitem e há planejamento da equipe.

A vantagem deste tipo de procedimento é que isso reduz o número de intervenções com anestesia e pode facilitar tanto a recuperação emocional quanto a física, visto que a paciente não chega a se ver sem o seio.

Quais são as técnicas mais utilizadas na reconstrução mamária?

As técnicas variam. Elas podem incluir, por exemplo, o uso de prótese mamária (com ou sem expansores de tecido) e o uso de retalho de tecido do próprio corpo da paciente.

Na reconstrução parcial, por exemplo, não se utiliza próteses. Ela é feita a partir da reorganização do tecido mamário. É a opção quando a paciente não passou por uma mastectomia, mas sim por uma cirurgia conservadora.

A escolha do procedimento depende da anatomia da paciente, do tipo de mastectomia e dos objetivos estéticos.

Toda paciente com câncer de mama tem direito à reconstrução mamária pelo plano de saúde?

Sim, as leis brasileiras garantem direito à cirurgia plástica reparadora após mastectomia, seja ela imediata ou tardia. Ela faz parte do tratamento global do câncer e, portanto, tem cobertura pelos planos de saúde.

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