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DIU de cobre X DIU hormonal

A menstruação faz parte do ciclo natural do corpo feminino, mas, quando o sangramento é muito intenso, prolongado ou passa a interferir na rotina, é importante investigar. Alterações no padrão menstrual podem ter diferentes origens e, em alguns casos, é possível tratar esse problema com DIU hormonal para fluxo intenso.

Entenda como essa contracepção terapêutica atua no controle do fluxo menstrual, para quais casos é adequada e como buscar essa linha de tratamento:

Cirurgia de miomectomia: quando retirar miomas e preservar o útero

Miomas afetam uma parcela grande das mulheres em idade fértil e estão entre as causas mais comuns de sangramento menstrual intenso, dor pélvica e dificuldade para engravidar. Nesses casos, a cirurgia de miomectomia – procedimento para retirar miomas uterinos preservando o órgão – pode ser uma saída.

Entenda abaixo mais sobre o que são os miomas no útero, quais os sintomas mais comuns, as indicações da miomectomia, como funciona a cirurgia e outros detalhes.

Miomas uterinos: o que são, sintomas e mais

Miomas uterinos (também chamados de leiomiomas ou fibromas) são nódulos de tecido muscular que crescem na cavidade uterina ou ao redor do útero. Eles são benignos e não têm relação com câncer, como muitas mulheres suspeitam em um primeiro momento. No entanto, dependendo do tamanho e da localização, podem comprimir estruturas vizinhas, causar sintomas e alterar o funcionamento do útero.

Não está claro o fator que causa os miomas, mas sabemos que eles dependem do estrogênio (principal hormônio feminino) para crescer. Por isso, eles aparecem com maior frequência em mulheres em idade fértil e tendem a diminuir após a menopausa, quando a produção hormonal cai.

Algumas mulheres ainda têm maior predisposição. É o caso das que têm histórico familiar de miomas, primeira menstruação antes dos 12 anos e obesidade, por exemplo. Além disso, mulheres negras apresentam incidência significativamente maior (e, em geral, miomas maiores e mais sintomáticos).

O tamanho dos miomas varia bastante. Alguns deles são microscópicos e não causam sintomas. Outros, porém, atingem vários centímetros e passam a interferir no ciclo menstrual, na bexiga, no intestino e até na fertilidade.

Sintomas de mioma uterino

Nem todo mioma no útero traz sintomas. Quando eles existem, porém, o quadro pode passar de leve desconforto a algo que interfere bastante na rotina. Os sinais mais frequentes incluem:

  • Sangramento menstrual intenso (fluxo aumentado);
  • Cólicas fortes;
  • Menstruação durando mais que o habitual;
  • Sensação de peso, pressão ou dor na região baixa do abdômen, com piora na menstruação e durante a relação sexual;
  • Pressão na bexiga ou no intestino (vontade frequente de urinar ou prisão de ventre);
  • Aumento do volume abdominal;
  • Dificuldade para engravidar.

A evolução desse quadro costuma ser gradual. Muitas mulheres convivem com miomas uterinos durante anos sem saber, porque os sintomas aparecem devagar – e, às vezes, o quadro já está bem avançado quando chegam ao consultório.

Tratamento de miomas uterinos

O tratamento de mioma depende de um conjunto de fatores como tamanho e localização, intensidade dos sintomas e planos reprodutivos da paciente. Isso porque nem todo mioma precisa de cirurgia, e há mais de um tipo de procedimento quando é preciso realizá-la.

As opções clínicas incluem uso de hormônios, medicamentos anti-inflamatórios e métodos contraceptivos de longa duração. O DIU hormonal, por exemplo, reduz o sangramento menstrual intenso com eficácia em muitos casos. Quando essas abordagens funcionam e a paciente não tem planos de engravidar em breve, é possível acompanhar sem operar.

Há situações, no entanto, em que o tratamento clínico não basta – e é aí que a cirurgia entra no plano terapêutico.

Cirurgia de miomectomia

A miomectomia é a retirada de mioma com preservação do útero. Esse procedimento é uma opção quando o tratamento clínico falha, quando os sintomas do mioma comprometem a qualidade de vida ou quando a mulher busca engravidar e a condição está atrapalhando.

A cirurgia de miomectomia, porém, não segue uma técnica única. A abordagem depende de onde os miomas estão, do tamanho e da quantidade deles. Conheça as possíveis abordagens abaixo:

Miomectomia laparoscópica

Aqui, pequenas incisões no abdômen bastam para retirar os miomas usando instrumentos finos guiados por câmera, sem abrir o abdômen. Essa é a técnica mais usada hoje para miomas externos ou dentro do músculo uterino – e as vantagens incluem menos dor, internação mais curta e recuperação mais rápida.

Miomectomia histeroscópica

Aqui, o acesso ao útero é pelo canal vaginal, sem necessidade de cortes externos. Essa abordagem é indicada para miomas localizados dentro da cavidade uterina (submucosos), que costumam ter maior associação com sangramento menstrual intenso e dificuldade de engravidar. Em geral, a paciente vai para casa no mesmo dia ou no dia seguinte.

Miomectomia abdominal

Essa é uma opção mais comum para miomas muito grandes, em grande número ou em localizações que exigem acesso mais amplo. Nesse caso, é preciso abrir o abdômen e, por isso, o tempo de recuperação pode ser mais longo. O resultado, porém, é o mesmo: útero preservado e miomas uterinos removidos.

Recuperação da miomectomia

A recuperação da cirurgia depende da técnica usada. Cirurgias laparoscópicas, por exemplo, costumam exigir repouso de uma a duas semanas. Já no caso da histeroscopia, o retorno à rotina pode ocorrer após um período de um a três dias depois do procedimento. Por fim, quando a cirurgia é pela via abdominal, a recuperação pode levar de quatro a seis semanas.

Miomectomia ou histerectomia?

A histerectomia, ou seja, retirada do útero, resolve o problema dos miomas uterinos de forma definitiva. Essa cirurgia, porém, compromete a fertilidade, encerrando a possibilidade da paciente engravidar.

É por isso que, em alguns casos, a miomectomia pode ser a saída. Ela preserva o útero e, com isso, a fertilidade. A desvantagem, aqui, é que novos miomas podem aparecer com o tempo – e, por isso, a decisão precisa ser, além de individualizada, pautada pelo acompanhamento de um bom especialista.

Se você apresenta sintomas que a fazem desconfiar de miomas – como cólicas fortes e sangramento menstrual anormal –, uma consulta é o primeiro passo para entender o que está acontecendo e quais são suas opções. Não deixe para depois: busque agora um especialista em saúde da mulher e em cirurgia ginecológica.

Dr. Ivan Piotto - Ginecologista na Zona Norte

O Dr. Ivan Piotto é ginecologista em São Paulo e especialista em miomas uterinos, com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e formação pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ele realiza cirurgia ginecológica de forma particular e via convênio médico nos principais hospitais de São Paulo, incluindo miomectomias laparoscópicas, histeroscópicas e abdominais.

Atende pacientes em Santana, na Zona Norte de SP, com foco em saúde integral da mulher em todas as fases da vida.

Mais sobre a miomectomia

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1Quando a cirurgia de miomectomia é indicada?
A cirurgia de miomectomia é uma opção quando miomas causam sintomas que afetam a qualidade de vida (como sangramento menstrual intenso, dor pélvica persistente, entre outros) e não respondem ao tratamento clínico. Mulheres com miomas uterinos que prejudicam a fertilidade também se beneficiam do procedimento.
2A miomectomia preserva a fertilidade?
Sim, essa é a principal vantagem desse procedimento em relação à histerectomia. Aqui, os miomas são retirados, mas o útero é preservado, garantindo a possibilidade de a paciente engravidar. Muitas vezes, inclusive, a dificuldade de engravidar é justamente o que leva à indicação de miomectomia.
3Como é a recuperação após a cirurgia de mioma?
Tudo depende da via de acesso. Quando o mioma é retirado pelo canal vaginal (histeroscopia), a recuperação dura pouquíssimos dias. Já pela laparoscopia (“furinhos” no abdômen), ela dura de uma a duas semanas. Já pela cirurgia aberta, o repouso é maior e pode durar um mês.

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